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terça-feira, 8 de maio de 2012

Proposta de redação - Sistema de cotas nas universidades brasileiras


Diante da polêmica que traz esse assunto, é bom estar preparado, então leia reportagens  e fique atento. 

 Leia os textos sugeridos e redija uma dissertação argumentativa sobre esse tema: As cotas resolvem as desigualdades sociais?



 

"Menos que um fato biológico, raça é um mito social, e, como tal, tem causado em anos recentes pesados danos em termos de vidas e de sofrimento humanos"
UNESCO, 18 de julho de 1950.

Vaga reservada 

A política de cotas está em pleno funcionamento no Brasil - mais de 40 universidades reservam vagas para alunos negros. Agora só falta o país responder duas perguntas: precisamos disso? e dá certo?

Uma segunda opinião
O projeto que cria cotas raciais nas universidades federais brasileiras exige mais atenção do que a justeza da causa sugere: ele pode ser igualmente ruinoso para os negros e brancos brasileiros.

Cotas da igualdade

Debate sobre as cotas reciais nas universidades brasileiras trouxe de volta velhos clichês comoa suposta "democracia racial" brasileira e o reducionismo econômico, que insiste em negar a diferença de tratamento entre brancos e negros da mesma classe social.
Por Túlio Vianna     Leia a reportagem completa clicando aqui.


Veja algumas redações exemplares sobre esse tema:



Cotas Para o Racismo
     Há alguns meses, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tomou uma decisão polêmica, no mínimo: a reserva de cotas pré-definidas nas vagas de seus cursos para candidatos que se declarem "negros" ou "pardos". Essa decisão provocou um rebuliço imediato na imprensa e no meio acadêmico, provavelmente devido às suas implicações.
     A medida pode ser considerada positiva, ou "bem-intencionada", de certa maneira. As cotas possibilitarão o ingresso de classes menos favorecidas em um ambiente historicamente elitista, podendo em muito contribuir para uma maior igualdade de condições entre brancos e negros no futuro da sociedade brasileira.
     Entretanto, as distorções geradas por esta medida podem ser ainda maiores que as já existentes. O fato de a decisão de ser considerado "negro" ou "pardo" caber ao próprio vestibulando sugere a possibilidade de fraudes, ou pior, mais discriminação no momento da "escolha" da raça. Além disso, o sistema de cotas pode criar uma geração de "párias" no ambiente universitário, aumentando o mérito dos brancos aprovados para o reduzido número de vagas e segregando os negros que entraram na faculdade através de uma "causa" do Estado.
     Em suma, é importantíssimo minimizar o prejuízo causado a negros e pardos no curso da história, mas isto deve ser feito de maneira prudente, talvez com um maior estudo da situação pelos governantes. Talvez assim aprendamos a não mais tentar consertar um erro cometendo outro. 

Ingresso por Cotas: Solução ou Inversão de Valores?
     A recente adoção da política de cotas para negros e pardos para ingresso em universidades públicas gera controvérsias. Por um lado, há os defensores desta iniciativa, os quais a vislumbram como mecanismo de correção da grande disparidade em termos de oportunidades de aprendizado; por outro, há aqueles contrários a tal prática, os quais alegam ser esta apenas mais uma discriminação ocorrida neste país. Assim sendo, podem-se destacar aspectos distintos e mesmo antagônicos concernentes a esta questão.
     A parcela de adeptos às cotas atesta serem necessárias medidas capazes de dar início à universalização de acesso e à correção das desigualdades históricas geradas desde a escravatura. Essa via de ingresso seria o princípio do pagamento de um passivo social que o povo brasileiro carrega, permitindo, por exemplo, que jovens negros ou pardos consigam adentrar no ensino público superior apesar de apresentarem resultados inferiores aos de outros candidatos num mesmo concurso vestibular. Portanto, estar-se-ia devolvendo merecidamente a esse quinhão da sociedade algo que lhe foi e continua sendo subtraído injustamente.

     Os oponentes da política de cotas acreditam ser esta prática apenas um paliativo, não se constituindo, por conseguinte, numa resposta definitiva para o problema. Exemplo disto foi a recente reprovação de uma vestibulanda que apresentara resultados expressivamente melhores do que os indivíduos aprovados pelo critério de cotas para o mesmo curso. Observa-se, portanto, uma inversão de valores, segundo a qual não se premia o melhor e mais bem preparado.
     A polêmica nestas circunstâncias é inevitável, porém a resposta a um problema de tal complexidade e relevância não pode ter por base o curto prazo, nem basear-se em uma medida que já desperta arbitrária. A solução definitiva e mais justa só será atingida a longo prazo, caso o Estado passe a efetivamente universalizar o acesso ao ensino público nos mais variados níveis (desde o fundamental até o superior), dando oportunidades, então, àqueles que se mostrarem mais competentes e interessados.


Cotas Raciais nas Universidades
     As cotas universitárias para negros evidenciam a necessidade de uma reestruturação no sistema educacional brasileiro. Elas são uma alternativa imediatista e fantasiosa, tanto para o problema das desigualdades sociais, quanto para o sistema escolar no nosso país.
     Mesmo apresentando, inicialmente, um caráter solidário, as cotas colocam em evidência para todos a urgência de uma reformulação no sistema educacional existente. Uma valorização maior do professor da rede pública é imperativa, assim como apoio às famílias de baixa renda para que suas crianças possam ir às aulas, conseqüentemente formando fortes concorrentes às vagas do ensino superior.
     A dificuldade que a maioria da população enfrenta para sobreviver obriga muitos a abandonar sua formação escolar, para poder auxiliar na renda familiar. Com isso, mesmo que alguém venha, no futuro, a utilizar uma dessas cotas destinadas a negros e pessoas de baixa renda, ele será, talvez, um profissional incapaz, vítima de uma sociedade desigual que deseja formar bons profissionais de pessoas com uma fraca formação no ensino fundamental e médio.
     O ensino público deve ser revisado. O governo deve negociar benefícios com escolas e faculdades particulares, para que as mesmas possam reduzir suas mensalidades, liberando mais vagas para a classe média baixa. Dessa maneira, sobrarão mais vagas no ensino público para pessoas de pouca renda. Com constante apoio governamental para a manutenção desses jovens na rede de ensino, o Brasil poderá ter uma sociedade mais justa e igualitária, sem "cotas raciais" mas com oportunidades para todos, não importando a cor.
Fonte:http://www.pucrs.br/provas/red032b6.htm

9 comentários:

  1. Ótimos textos, estamos deixando de lado os brancos de baixa renda.. se formos olhar por esse lado, a cota deve ser abolida, pois não é justo que apenas um seja beneficiado, excluindo o direito dos outros. Talvez esse seja o problema do Brasil, olhar sempre por lado beneficiador de algo ou alguém.. Claro que não estou subjugando a implantação das cotas, mais apenar reforçando minha tese, que isso seja apenas um caminho traçado pelo governo pra tapar a escarces cuja encontra a educação brasileira.E aí governo brasileiro, chegou a hora de mudar história desse país tão maravilhoso, porém, tão restritivo de oportunidades. Ainda há tempo para mudar essa história!

    Ass: J M.

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    1. Mano...Na boa, VAI SE FODER SEU NERD FILHO DA PUTA RETARDADO MENTAL !

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    2. o Brasil precisa é de menos gente assim ↑

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    3. Excelente o que o J M falou, EXCELENTE!!!

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  2. em relação a cota para negros ,eu acho que eles merecem por causa que eles foram oprimidos "escravo" , e agora eles estão tendo a oportunidade de muda o mundo, essa pessoas que são contra a cota pra negros ou pardos são pessoa "racista" que não sabe como e ser chicoteado e oprimido por vários seculos .

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    1. Eu discordo, o que tem em comum um negro de hoje com um negro de 200 anos atras a não ser a cor? Não sou racista, longe disso, mas acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não sou negra e nem rica, por isso posso ser prejudicada com a implantação desse tipo de cotas que diminuem minha chance de entrar na Universidade?? Você sabe que as estatísticas mostram que mais de 80% dos cotistas que entram na Universidade desistem no primeiro ano de curso e essas vagas sobram cada vez mais?? Quantas pessoas que estudaram pra caramba perderam a chance de entrar por causa da cota e a vaga sobra depois?? Essa forma de ingressão na universidade só provoca mais distanciamento entre as pessoas, pra não falar de um preconceito mascarado. Só pra concluir, ser negro não é motivo para ter um tipo de cota especial, ele é gente como todos nós somos, nem pior e nem melhor do que ninguém, mas iguais!

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    2. comcordo ninguem escolhe a cor que vai ter. se fosse assim naõ teria filho de gente rica negra, naõ teria fomoso,etc

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  3. acho que nao é assim, só por que foram oprimidos a um tempo atrás nao quer dizer que todos os estudantes que se dedicam para passar no vestibular tem que sofrer com isso, nao sou racista, pelo contrário maioria dos meus amigos são afro-descendentes e sao pessoas de valores, só acho que nao é justo que brancos que se matam durante o ano para o vestibular tira notas altissimas e só nao entra na universidade por causa da cota sendo que um cotista pode ter uma nota bem menor que a do outro vestibulando.

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  4. Que tal acabarmos com todas as instituições de ensino privado? Assim todos seriamos iguais. Ou melhor, nem todos, pois a elite iria pagar professores particulares para que seus filhos continuassem no topo do desenvolvimento cultural e econômico.

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